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  • Francisco Alves*

O natal não celebrado

“It’s the most wonderful time of the year”


É o tempo mais incrível do ano. Essa é umas das músicas mais escutadas quando nos referimos as tradições natalinas. Me recordo que logo no início de novembro, essa música já tinha um lugar certo nas rádios, e em nossas playlists.

Não que a música em si tenha algum valor excepcional, mas o tempo que ela se refere sim. Sei que mesmo no Brasil o natal varia de família a família, mas gosto de pensar que o natal é sim o tempo mais incrível do ano. Claro, hoje no mundo digital que vivemos muitas coisas se tornaram banais e um grande exemplo disso é o próprio natal. Mas você já parou pra pensar que em muitos lugares não existe o natal? Não existe como data comemorativa e o mais importante, não existe no coração das pessoas.

Hoje mesmo com a distorção da imagem natalina, ainda existem pessoas que carregam em si o verdadeiro sentido do natal. Não quero discutir a influência do comércio nesse festival, mas quero trazer uma reflexão em sentido a não pluralidade do natal.

Enquanto em diversas cidades brasileiras, luzes já vem sendo espalhadas, cores vermelhas iluminando nossos olhos e enchendo nosso coração, em outros cantos do mundo a monotonia da incansável busca por capital continua assombrar muitas famílias.

Por aqui famílias não se reunirão, não partilham de uma ceia, e muito pior, não saberão da encarnação do amor que habita nessa terra.

As casas não serão decoradas, as mensagens de amor não serão enviadas, os presentes não serão dados, os abraços não serão recebidos, a esperança não será compartilhada, o presépio não será montado, a estrela não será lembrada, as fotos não serão tiradas e a angústia de viver sem saber, essa sim, vai permanecer em diversos corações.

Nossa missão não é glorificar o natal e sim o reino e seus conceitos. Mas como? Como viveremos em um mundo onde as pessoas ainda não O conhecem? Como viveremos em uma realidade onde seres humanos, como eu e você ainda não sabem que o preço do viver já foi pago? Como?

A luz ainda continua a iluminar, o sino continua a soar. Por mais que lugares como este estejam escuros, algumas casas já começam a ser iluminadas pelo seu apoio. Talvez uma ou duas mensagens de amor serão entregues, talvez um vislumbre da ceia será concedido, talvez um abraço encontrará um lugar, talvez a luz em alguma casa se acenderá, talvez a esperança será compartilhada e as pessoas O conhecerão.

O caminho é grande, a estrada interminável mas a companhia é indescritível. Deus não precisa de nós, mas nós precisamos dEle. Ele nos dá a oportunidade de compartilharmos o júbilo que Cristo trouxe à essa terra, e de ser humano a ser humano, podermos compartilhar a vida até vivermos em um lugar onde o natal durará para sempre.

*Nome fictício por questões de segurança


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